Entry: Os Sete Pecados Capitais Tuesday, June 19, 2007



A alegria do pecado às vezes toma conta de mim e é tão bom não ser divina, me cobrir de humanidade me fascina e me aproxima do céu. E eu gosto de estar na terra, cada vez mais, minha boca se abre e espera o direito ainda que profano do mundo ser sempre mais humano. Perfeição demais me agita os instintos. Quem se diz muito perfeito na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso. Carne e osso. Zélia Duncan

 

 

A influência da mensagem subliminar... Não assisto a Globo, não vejo novelas. Por que os sete pecados capitais vieram parar no meu sonho? Em função de uma Revista da TV, que acompanha o jornal do domingo e fica no revisteiro. De lá até meu subconsciente foi um pulinho. E sonhei com todos os pecados. E escolhi um para mim.

 

No meu sonho, pessoas lindas – homens e mulheres – estavam representando os sete pecados capitais. Corpos esculturais e rostos maravilhosos. Os "pecados" estavam numa daqueles discos, da nossa infância, em que ficávamos de pé, segurando num ferro, enquanto aquilo rodava e rodava e rodava. Havia também uma espécie de carrasco, mas portava um chicote e vestia calça de couro – conotação altamente sexual, não?

 

Cada representante "confessava" um seu pecado e ganhava pinturas no corpo nu. Já falei que eram corpos lindos?

 

E a roda girava, girava, girava. E o "carrasco" não os chicoteava, mas estalava o chicote no ar a cada nova pintura no corpo. Ao que posso me recordar desse sonho, o representante mais pintado ganhava essa quase erótica competição.

 

Claro, havia público – e eu estava lá – para apreciar esse "espetáculo". O público votava com palmas, assovios e manifestações do gênero.

 

E como muitos presentes, claro, eu tinha o meu pecado favorito: a Luxúria. Linda e morena. A Ira, na verdade era homem. Lindo, forte, másculo e moreno. Não vou mentir que senti uma leve queda por ele, mas a Luxúria era mil vezes mais atraente ao meu olhar.

 

Acordei com a frase: Definitivamente, eu escolho a Luxúria.

 

Pensei em escrever o sonho para analisar. Sim, também atuo como psicóloga de mim mesma.

 

Não, não estou em pleno exercício da libertinagem, da lascívia, da exuberância, da sensualidade. A embriaguez do corpo e da alma das sensações não andam guiando minha vida. Não uso o sexo de forma desordenada, com a finalidade única de obter prazer.

 

Também não ando flertando com a Ira ou com um intenso sentimento de raiva, ódio, rancor, ou com um conjunto de fortes emoções e vontade de agressão, geralmente derivada de causas acumuladas ou traumas . Nada em mim anda emanando uma cólera e/ou um sentimento de vingança, ou seja, uma vontade freqüentemente tida como incontrolável dirigida a uma ou mais pessoas por qualquer tipo de ofensa ou insulto.

 

Mas e a que conclusão devo chegar?

Já sei, quando eu chegar em casa, vou jogar essa merda de revista fora.

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