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Monday, April 16, 2007
Acércate, que a lo mejor no te das cuenta que mi amor no es para siempre, porque hay noches que se apagan cuando duermes. Dícelo a tu corazón no habrá más fuente de dolor, no digas que no pienso en ti, no hago otra cosa que pensar. Acércate un poco más no tengas miedo a la verdad. Ay, Y cuando llegue la mañana y salga el sol tu volverás a mi lado y ya no yo. Y ahora vete, vete, vete, vete... Vete y pasatelo bien por nosotros dos, no corazón. Te lo agradezco, pero no, te lo agradezco, mira, niña, pero no. Yo ya logré dejarte aparte no hago otra cosa que olvidarte. Acércate un poco más, no ves que el tiempo se nos va da rienda suelta a lo que sientes si no lo haces mala suerte, porque al final si no lo vês puede que no me escuches. Tengo conciencia del daño que te hice, pero al mismo tiempo no me siento responsable de lo que pudiste... pensar que fue coraje, no fue nada más que miedo. Te lo agradezco, pero no. Alejandro Sanz
Sem poder seguir - Sueli do Espírito Santo
Sem poder te seguir
fico sem rumo, sem juízo
quisera ao menos conseguir
alcançar um calmo paraíso
onde meu amor eu te revelo
sentimento grande, sincero
sem conseguir, vivo a fantasia
neste papel, nesta poesia
esses sonhos da imaginação
solitária apenas descrevo
o que vem do meu coração
sem poder seguir só escrevo...
Posted at 09:57 am by Aline
Wednesday, April 11, 2007
Te encontrei no meu caminho, foi tão só com o olhar. O meu corpo estremeceu ao te encontrar. Tudo em volta clareou, de repente o ar parou, não sentia mais o chão ao te beijar. Foi como um sonho, uma ilusão ao sentir o teu calor. Teu olhar me revelou sentimentos de amor que nunca morreram, pois a vida só juntou o que o tempo separou num passado que passou, um amor que já existiu, que nunca morreu. Foi promessa de amor, que fizemos tempo atrás em outra vida que passou entre nós dois. Nos amamos de paixão e a vida não nos separou, mas o que Deus juntou ninguém vai separar. E somos dois em um como a brisa e o mar, o bem e o mal, que voltaram a se encontrar. Destinos. Ivo Pessoa.
Sou de vidro
Lídia Jorge
Meus amigos, sou de vidro
Sou de vidro escurecido
Encubro a luz que me habita
Não por ser feia ou bonita
Mas por ter assim nascido
Sou de vidro escurecido
Mas por ter assim nascido
Não me atinjam não me toquem
Meus amigos, sou de vidro
Sou de vidro escurecido
Tenho fumo por vestido
E um cinto de escuridão
Mas trago a transparência
Envolvida no que digo
Meus amigos, sou de vidro
Por isso não me maltratem
Não me quebrem, não me partam
Sou de vidro escurecido
Tenho fumo por vestido
Mas por assim ter nascido
Não por ser feia ou bonita
Envolvida no que digo
Encubro a luz que me habita
Posted at 11:05 am by Aline
Tuesday, April 03, 2007
Você foi as minhas cartas escritas e os retratos que eu rasguei. Você foi a promessa não dita, a palavra maldita que gritei. E a estrada que me separa de ti é tão longa e distante que me perdi. E a lembrança que trago em meu coração se foi com a minha ilusão. Você foi o abraço sentido, o laço partido que doeu. Você foi a tristeza exata, tua semente plantada em mim nasceu e toda a raiva que trago da vida tem um certo nome e é o teu. Me deixastes assim feito ferida, nunca cicatriza e sempre ardeu. É verdade, foi mais que amizade entre você e eu. Crueldade, teu nome é saudade no peito meu. Foi mais que tudo pra mim, uma história estranha sem fim. Com você eu perdi a inocência e deixei a adolescência sem querer. Você foi o meu primeiro e grande amor, o que bate e causa dor pra valer. Tento sempre deixar de pensar em ti, conto as vezes um dois e três, mesmo sabendo que nunca irei conseguir. Quem sabe voltemos algum dia outra vez... Você foi. Cogumelo Plutão.
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
Thiago de Mello
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem
Santiago do Chile, abril de 1964
Posted at 09:34 am by Aline
Wednesday, March 21, 2007
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesmo compreendo, pois estou longe de ser um pessimista; sou antes um exaltado, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!” Florbela Espanca
Posted at 08:14 am by Aline
Wednesday, March 14, 2007
Sossega, coração! Não desesperes! Talvez um dia, para além dos dias, Encontres o que queres porque o queres. Então, livre de falsas nostalgias, Atingirás a perfeição de seres. Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo! Pobre esperença a de existir somente! Como quem passa a mão pelo cabelo E em si mesmo se sente diferente, Como faz mal ao sonho o concebê-lo! Sossega, coração, contudo! Dorme! O sossego não quer razão nem causa. Quer só a noite plácida e enorme, A grande, universal, solente pausa Antes que tudo em tudo se transforme. Fernando Pessoa, 2-8-1933
Posted at 03:41 pm by Aline
Wednesday, February 28, 2007
“Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espectador de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho entre luzes brandas e músicas invisíveis”.
Fernando Pessoa
Posted at 02:29 pm by Aline
Thursday, January 25, 2007
Para o amor perdido
Fiquei triste. Num momento você estava aqui, no outro já não estava. Igual a um bicho de estimação que morre de repente e somem com o corpo.
Para onde foi tudo aquilo? Que tínhamos tão seguro. Tão certos de sua eternidade. Para onde foi, hein? Meu peito, depósito subitamente esvaziado, aperta-se no meio de tanto espaço.
Tento identificar o instante, quando o que tínhamos se perdeu. Mas nem sei se o perdemos juntos ou se juntos já não estávamos. Me desespera saber que um amor, um dia desses tão grande, possa ter desaparecido com tanta facilidade.
Como já disse, estou triste; e isso me faz acreditar no poder das cartas. Não falo de tarô, mas destas, escritas e mandadas ou não mandadas. Cheias de questões e metáforas, que assim, misturadas cuidadosamente, num cafona português polido, soam mais sensatas.
Qual poder espero desta carta? Simples: que deixe registrado este meu estranho momento. Quando o que devia ser alívio revela-se angústia. E a cabeça não pára, vasculhando cantos vazios.
Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo?
Aposto que você está pouco se lixando para isso tudo. Que seguiu sua vida tranqüilamente, como se nada de tão importante tivesse ocorrido. E está até achando graça desta minha carta, julgando-a patética e ridícula. Você, redundante como sempre.
Só há uma coisa certa a respeito disso: não desejo resposta sua. É, esta é uma daquelas cartas que não são para ser respondidas. Apenas lidas, relidas, depois picadas em pedacinhos. Sendo esse o destino mais nobre para as emoções abandonadas.
Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos. Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas com estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula. Neste amor e, por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto - escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria, enfim, feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas.
Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.
Posted at 07:06 am by Aline
Friday, January 12, 2007

Vai - Ana Carolina
Composição: Simone Saback
Espera aí!
Nem vem com essa estória
Eu nem quero ouvir
Não dá pra te esquecer agora
Como assim?
'Cê disse que me amava tanto ontem
Eu juro que ouvi
Calma aí!
Que diabo você tá dizendo agora?
Que onda é essa de outro lance pra viver?
Você nem pode tá falando sério...
Vivi pra você
Morri pra você
Pois então vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
Pois então vai!
A porta, na verdade, nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
Então tá bom!
É, senta e conta logo tudo devagar
Não minta, não me faça suportar
Você caindo nesse abismo enorme
Tão fora de mim
Tá legal!
É, e eu faço o quê com a nossa vida genial?
'Cê vai viver pra outra vida e eu fico aqui
Na vida que ficou em minha vida
Tão perto de mim
Tão longe de mim
(Pois então) vai!
A porta esteve aberta o tempo todo
Sai!
Quem tá lhe segurando?
Você sabe voar
(Pois então) vai!
A porta, na verdade, nem existe
Sai!
O que está esperando?
Você sabe voar
De volta pra mim
De volta pra mim...
Tenho uma predileção por baladas romântico-depressivas e não tem jeito. Essa foi a minha eleita como a canção mais bonita no novo álbum (duplo) de Ana Carolina, Dois Quartos. Depois comento esse lançamento.
Posted at 07:12 am by Aline
Friday, October 27, 2006
N
Nando Reis
E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?
E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?
Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo
Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o n
Como um elo
E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado
Com o teu?
Posted at 11:18 am by Aline
Thursday, September 14, 2006
Não se admire se um dia um beija-flor invadir a porta da tua casa, te der um beijo e partir, fui eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo, faz tempo que eu não te vejo ai que saudade d'ocê. Se um dia você lembrar escreva uma carta pra mim, bote logo no correio com frases dizendo assim: "Faz tempo que eu não te vejo, quero matar meu desejo, te mando um monte de beijos, ai que saudade sem fim." E se quiser recordar daquele nosso namoro, quando eu ia viajar você caía no choro e eu chorando pela estrada, mas o que eu posso fazer, trabalhar é minha sina eu gosto mesmo é d'ocê. Ai, que saudade d'ocê. Vital Farias
Às vezes, uma imagem vale mais do que mil palavras.
Posted at 03:36 pm by Aline
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